Perdoa as nossas dívidas

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas
                                                             Mateus 6:9-12

“Perdoa as nossas dívidas” diz a respeito do perdão.

Deus é amor, e a primeira consequência desse amor, o primeiro ato gerado pelo amor, é o perdão!
Deus sendo onisciente, sabia o que a criação lhe custaria. Deus sempre soube que escolheríamos o caminho errado, que pecaríamos, que escolheríamos o caminho da autonomia e da independência Dele.

A pergunta então é: por que criar seres que iriam trair o seu criador?

Amor!

Porque Deus, ao nos projetar, nos amou. Deus é amor, e não pode deixar o amor de lado. Pais não deixam de ter filhos mesmo sabendo que os filhos podem traí-los ou decepcioná-los, pelo simples fato de que os filhos já são amados muito antes de nascerem, quando ainda eram um projeto dos pais.
A pergunta então deveria ser: como criar seres que entrarão em conflito, devido ao pecado, com a minha existência santa, podendo causar a inexistência?

Perdão! Era necessária a liberação do perdão para que os filhos continuassem vivos!

Por isso o apóstolo Pedro nos ensina que o cordeiro sacrificado era conhecido desde antes da fundação do mundo, sendo manifesto apenas nos últimos tempos. Jesus nos perdoou antes mesmos que nós pecássemos. Perdoar não é ausentar a justiça. Perdoar é aplicar a justiça em si mesmo, isentando o culpado da punição.
Quando fomos criados, a balança da justiça estava desequilibrada. O perdão já era o peso que fazia um lado da balança tocar o solo, de forma que, quando pecamos, a vida continuou sendo uma possibilidade, equilibrando a balança, porque a justiça estava sendo realizada, e nós, perdoados quando recebemos do sacrifício do cordeiro.

A criação só é uma possibilidade porque houve cruz e nela a possibilidade do perdão e da justiça que satisfaria a santidade de Deus.
Pedir que Deus nos perdoe é reconhecer que a nossa existência depende do sacrifício de Jesus, é reconhecer que fomos amados por Ele, e, que quem banca a nossa existência através da cruz é Ele.
Pedir que Deus nos perdoe é santificar o Pai reconhecendo o conflito que geramos com o pecado, mas que Ele pagou o preço necessário para continuar sendo Santo, sem que nós fossemos exterminados.

…têm os nomes escritos no Livro da Vida que pertence ao Cordeiro, que foi morto antes da criação do mundo.                       
                            Apocalipse 13:8

 

 

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