PERGUNTAS E RESPOSTAS
À fim de chegarmos à algumas conclusões, seguem respostas que chegamos quanto aos questionamentos do nosso terceiro “Jejum e Bíblia em Família”
- Quais as nossas reações mais comuns diante do medo?
Apesar da pessoalidade da pergunta, as reações mais comuns diante do medo é de achar culpados para a situação que gera medo. Assim, costumeiramente culpamos Deus, buscamos pecados que cometemos que nos deixaram expostos nessas situações de insegurança, culpamos outras pessoas que agiram, ou deixaram de agir, de maneira oposta à nossa opinião. Porém, todas essas posturas desconsideram o simples acaso, desconsideram o agir de Deus em nós em meio ao medo, e como esse agir pode fazer parte do processo de transformação que Ele busca em nós.
- Sentir medo seria um sinal de fraqueza ou de falta de fé?
O medo por si só não deveria ser considerado ausência da fé ou até mesmo uma fraqueza da nossa confiança em Deus. O medo é uma reação natural, e até mesmo importante, às ameaças que sofremos. A fé não deveria nos impedir de ter medo, mas deveria ser um dom que Deus nos dá de confiar nele, que nos faz enfrentar as situações difíceis. Essa confiança no que Deus nos prometeu é a motivação necessária para que persistamos contra o medo.
Crer que a fé nos isentaria do medo é o mesmo que criar uma ilusão, onde se tem a falsa sensação de controle, e por isso o medo não existe. Porém, Deus não nos convida a obtenção de controle, mas pelo contrário, Ele nos convida à abrirmos mão do controle de todas as coisas em mínimos detalhes, entendendo que podemos confiar nele, independente dos resultados obtidos na trajetória de vida.
Por isso o medo nos é natural, e é enfrentado com a fé que temos em Deus e que transcende a realidade.
- Quais as situações que lhe causam medo? Como você lida com esse sentimento?
- Como o rei Jeosafá reagiu ao medo?
O Rei Josafá nos dá uma importante lição. Ele demonstra através do seu próprio exemplo que diante do medo nós podemos nos colocar diante de Deus e o reconhecer como nosso Senhor, independente dos resultados obtidos.
O Rei proclama um jejum que o leva a compreender que além da saúde, da comida, ou até mesmo da própria vida, existe a dependência do Senhor.
‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás’.
2 Crônicas 20:9
Versículos adiante, ele diz em meio à sua oração: não sabemos o que fazer, mas nossos olhos estão postos em Ti.
O Rei teve medo, mas enfrentou o medo se colocando diante de Deus.
O medo o levou a tomar uma posição: eu preciso fazer alguma coisa, mas não sei o que fazer, então eu busco ao Senhor.
Ele não se isentou, mas buscou ao Senhor.
- O que podemos aprender com os textos? Salmos 23: 4, Salmo 34: 4 a 6, Salmo 118: 6 e 7, Salmos 123:1-2
Estes salmos nos mostram o exemplo de pessoas que ousaram confiar em Deus, e assim foram transformadas.
Muito mais do que crer que Deus iria mudar as situações (o que obviamente inclui essa possibilidade), eles entenderam que estavam sendo transformados pelo Senhor nas situações de aflição em que viviam. Foram transformados até transcenderem as situações, foram transformados até confiarem e permanecerem constantes em Deus, mesmo diante das situações difíceis, e assim, foram acalentados, acalmados, pois, foram transformados.
